13 de novembro de 2011

CONJUNÇÕES (exercícios)

1- (UFE VIÇOSA-MG) Ele assumiu a chefia do cargo, embora não estivesse preparado para isso. Comece com: Ele não estava ...
a) todavia
b) de forma que
c) porquanto
d) desde que
e) conforme
2- (UNIMEP) "Ele era um bom profissional, no entanto, não o contrataram." Comece com: "Não o contrataram, ..."
a) por isso
b) mas
c) uma vez que
d) entretanto
e) ainda que
3- FUVEST 2008- Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo. Raramente se prestam ao trabalho de prestar contas quando erram. Quando o fazem não é decerto com a ênfase e destaque conferidos às poucas previsões que acertam. Marcelo Leite – Folha de São Paulo
Reescreva o texto:” Jornalistas não deveriam fazer previsões, mas as fazem o tempo todo”, iniciando-o com “Embora os jornalistas...”
4. Leia as frases abaixo e sublinhe aquelas em que a conjunção E tem valor adversativo: a) Correu, correu e não conseguiu chegar a tempo. b) Leia o texto com atenção e faça um resumo das ideias principais. c) Fiz sozinho toda a decoração do cenário e ninguém reconheceu meu esforço. d) Os organizadores da festa fizeram várias reuniões e nada foi resolvido. e) Os funcionários conversaram com o diretor e solicitaram aumento salarial. f) Aquele homem é muito rico e leva uma vida simples. Exercícios legais nos sites: http://www.graudez.com.br/portugues/classes%20de%20palavras1.htm http://www.soportugues.com.br/secoes/exercicios.php?indice=2 RESPOSTAS: 1- a 2- e 3- Embora os jornalistas não devessem fazer previsões, fazem-nas o tempo todo.

CONJUNÇÕES

Conjunção é a palavra invariável que relaciona duas orações ou dois termos que exercem a mesma função sintática. São classificadas de acordo com o tipo de relação que estabelecem. As conjunções que relacionam orações independentes ou sintaticamente equivalentes são chamadas de conjunções coordenativas. Já, as conjunções que relacionam orações dependentes, ou seja, que ligam a oração principal a uma oração que lhe é subordinada são chamadas de conjunções subordinativas. Observe:
  • O professor explicou o conteúdo e os alunos fizeram os exercícios. e: conjunção coordenativa - liga orações independentes
  • Se o professor explicar o conteúdo, os alunos poderão resolver os exercícios. Se: conjunção subordinativa - liga orações dependentes
  • As conjunções coordenativas são classificadas em aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas, de acordo com o sentido das relações que estabelecem.
    Classificação
    Sentido
    Principais conjunções
    Aditivas
    adição, soma
    e, nem, mas também
    Adversativas
    oposição, contraste
    mas, porém, contudo, todavia, entretanto
    Alternativas
    alternância, exclusão
    ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...
    Conclusivas
    conclusão explicação
    quer logo, pois (posposto ao verbo), portanto
    Explicativas
    justificativa
    pois (anteposto ao verbo), porque, que

    24 de agosto de 2011

    PONTE PARA TERABÍTIA

    Ponte para Terabítia
    Bridge to Terabithia ("Ponte para Terabítia" no Brasil e "O segredo de Terabítia" em Portugal), é um filme de 2007 dirigido por Gabor Csupo. Lançado pela Walt Disney Pictures é baseado em livro homônimo originalmente publicado em 1977. Com os atores Josh Hutcherson ( do filme Zathura) e Anna Sophia Robb (da versão mais recente de A Fantástica Fábrica de Chocolate). O filme nos traz a realidade de duas crianças: Jess, único menino de um casal com cinco filhos, que vive com dificuldades; e Leslie, filha única de um casal de escritores, que tem como maior aliada sua imaginação.
    Jess Aarons não tem a atenção dos pais, não tem amigos na escola, é perseguido pelos valentões da sala, e vive uma paixão platônica pela professora de música. Ele passa seu tempo criando ilustrações ou treinando para ser o mais rápido na corrida da escola. Então surge a novata Leslie Burke, que logo em seu primeiro dia ganha de Jess e do resto dos garotos na corrida. Filha de escritores, também é vista como uma estranha por todos na escola, assim como Jess. Aos poucos cria-se uma grande amizade. Leslie, com seu talento para criar histórias, e Jess, com suas habilidades nos desenhos, criam um mundo mágico chamado Terabítia. Um reino encantado, numa floresta próximo à casa deles. Leslie aconselha Jess a "manter a mente sempre aberta" para que as coisas aconteçam.
    O DIÁLOGO pode ser considerado como fonte de tolerância, enriquecimento e abertura. Supõe que uma pesoa seja capaz de ter distância de si mesma e abrir-se a outras culturas e formas de pensar. "Pôr-se no lugar do outro, reciprocidade, colocar-se na pele do outro e a partir dali ser capaz de perceber a sua realidade. A reciprocidade implica a capacidade para captar o ponto de vista do outro. O DIÁLOGO é um dos determinantes mais claros que facilitam o desenvolvimento moral" (Serrano, 2002)
    Ao longo do filme percebemos uma série de transformações na vida das personagens. Poderíamos afirmar que o diálogo proporcionou estas mudanças? Qual a relação estabelecida entre o título do filme e seu conteúdo?

    1 de agosto de 2011

    Sílaba tônica é para os fracos!

    É muito bom que os professores tentem adequar suas lições à realidade de seus alunos. Vendo coisas semelhantes ao cotidiano deles o aprendizado torna-se mais simples, já que assim respondemos àquela célebre pergunta feita pelos alunos: “Onde é que eu vou usar isso?” Pois bem, pensando assim, resolvi assistir alguns programas que meus alunos costumam assistir (seriados, novela, de entrevistas...) e a ouvir algumas ( al-gu-mas.) músicas que eles curtem. Tamanha foi a minha surpresa ao observar o desprezo pela sílaba tônica. Apesar de ela estar lá, mostrando todo o seu “poder”, implorando para ser pronunciada ... ela é totalmente ignorada . Primeiro foi na “música”. Um funk onde o MC canta: “Tira a camiSA! Tira a camiSA! Tira a camiSA! Levanta ‘pro’ alto e começa a ro!” (Destaquei a sílaba, que o Mc considera tônica). Todos sabemos que na palavra camisa encontramos a sílaba tônica MI. Sei que os adeptos e simpatizantes do ritmo dirão: “Mas ele só fez isso pra ri!” Tudo bem, usemos e abusemos da... licença poética? Bom, um pouco mais discreto, porém não imperceptível; é o comercial do Guaraná Antárctica veiculado no início de 2011. É uma releitura do clássico: “Pipoca na panela começa arrebentar, pipoca com sal, que sede que dá.” Nele uma celebridade canta: “Energia que contagia. Guana Antarctica!” Duvida?! Ouça a propaganda com atenção. http://www.youtube.com/watch?v=yibiqKT0gxQ Mas entendo perfeitamente que é difícil prestar a atenção na pronúncia das palavras, quando se tem vários corpos sarados saltitando diante de seus olhos. Isso sem falar na briga entre as emissoras e o estado de... tenho até receio em dizer...“Roráima” ou será “Rorãima”, já nem sei mais. Só sei que para a pintura de grandes prédios precisamos de um “andãime” e não de um “andáime”. É uma salada ortoépica que nos é servida de forma gratuita (leia graTUita, por favor!) Vendo este excesso de informações equivocadas (o eufemismo é uma das maravilhas da nossa língua. Não acham?!) percebo que a consequência trazida pela falta de intimidade com o próprio idioma, acaba virando o motivo de muitos acharem a Língua Portuguesa ruIM.

    As palavras também têm classe

    Vamos iniciar com um dos significados da palavra classe. CLAS. SE – 1. Numa série ou num conjunto, grupo ou divisão que apresenta características semelhantes. Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 6ª edição. As palavras, na Língua Portuguesa, também são divididas em classes de acordo com o seu significado e sua forma. Temos então dez classes de palavras, também chamadas de Classes Gramaticais. E acredite, aprender a identificar, a classificar corretamente as palavras evitará muitos problemas durante a análise sintática. SUBSTANTIVO É a classe de palavras que nomeiam seres. Visíveis ou não, animados ou não - objetos, ações, estados, sentimento, desejos... Esta é a função dela: dar nome. É variável em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo). Esta classe, para ficar mais organizada, possui subclasses. Isso mesmo. Não adianta dizer que essa é a parte que complica. Imagine como seria muito mais fácil achar aquela blusa verde, se você além de ter uma gaveta só para blusas, as organizasse por cores. Bom, voltemos aos substantivos... Substantivos simples – são formados por uma única palavra Ex: sofá, flor, pé, mão. Substantivos compostos – são aqueles formados por mais de uma palavra. Ex: sofá-cama, beija-flor, corrimão, pontapé. Substantivos comums – se referem a todos os seres de uma espécie. Ex: cidade, pé, homem, livro, cachorro. Substantivos próprios – têm como função nomear um ser em particular, destacando-o na espécie; por isso são grafados com letra maiúscula. Ex: Brasil, Ouro Preto, Mariana, Jorge. Substantivos primitivos – são aqueles que dão origem a outras palavras. Ex: telha, ferro, livro. Substantivos derivados – são aqueles que se originam de outras palavras. Ex: telhado, ferrugem, livraria. Substantivos coletivos – são os que , mesmo estando no singular, transmitem idéia de agrupamento de vários seres da mesma espécie. Ex: multidão (de pessoas), molho (de chaves), ramalhete (de flores), arquipélago (de ilhas) Substantivos concretos – são aqueles que designam seres de existência independente, e que podem ser reais ou imaginários. Ex: casa, sol, carro, filhinho, mãe, Brasil, Deus. Substantivos abstratos – são aqueles que nomeiam seres que dependem de outro para existir. Designam, ações, sentimentos e qualidades Ex: tristeza, medo, cambalhota, esforço, vaidade, emoção. MEGA I.P.C.:
    Algumas pessoas acham que a diferença entre os substantivos concretos e abstratos consiste em: concreto é tudo aquilo que eu posso tocar, e abstrato é tudo aquilo que eu não posso tocar. E aí fica a pergunta: Por que Deus é um substantivo concreto se eu não posso tocá-lo??? Pois bem meu caro aluno, não precisa dizer que é porque Deus é Deus e pode tudo. É bem mais simples do que parece. Imagine que o seu cérebro é um arquivo gigante, cheio de gavetas. E cada gaveta possui imagens relacionadas às palavras que você conhece. Quando a palavra é pronunciada, imediatamente abre-se a gaveta onde estão as palavras iniciadas por “p” e... lá está a imagem de um pé (independente de ser um pé feio ou bonito). Agora quando a palavra é saudade, imediatamente vamos à gaveta das palavras iniciadas por “s” e... não temos nenhuma imagem da saudade (podemos ter da pessoa de quem sentimos saudades, mas não da saudade.). Logo, se tivermos uma imagem que o defina ele é um substantivo concreto. A análise da palavra depende também de seu significado. Lembre-se sempre da função, pois é ela que vai definir a que classe aquela palavra pertence. Ah! Um substantivo pode ter várias classificações. Ex: Tereza – substantivo simples, primitivo, concreto e próprio. Amor – substantivo simples, primitivo, abstrato, comum. ADJETIVOS
    Classificamos assim as palavras que modificam os substantivos, atribuindo-lhes características. O adjetivo pode indicar tamanho, cor, beleza, defeitos, qualidades... Ex: Cachorro grande (grande é o adjetivo do substantivo cachorro) Pés descalços (descalços é o adjetivo do substantivo pés) É uma classe variável e geralmente acompanha o substantivo ao qual se refere, ou seja, se tivermos mais de um cachorro serão: Cachorros grandes Locução Adjetiva É a expressão com função de adjetivo. (Não disse que a função é muito importante!?) Em alguns casos pode ser substituída por um adjetivo. Ex: 1 - Caneta com aroma É locução adjetiva, pois está caracterizando a caneta. Pode ser substituída por aromatizada. 2 - Colega de turma (está caracterizando o substantivo colega) ARTIGO É classe das palavras que antecedem os substantivos, definindo-os ou indefinindo-os, particularizando-os ou generalizando-os. Concordam em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com os substantivos que acompanham. Podem ser: Definidos: o,a, os, as Indefinidos: um, uma, uns, umas PRONOME São as palavras que podem substituir ou acompanhar um nome, principalmente o substantivo. Exploremos então, a cômoda dos pronomes. Preparado? Na primeira gaveta temos: Pronomes pessoais – que servem para indicar as pessoas que participam de uma situação de comunicação. Se dividem em três categorias: retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles ; oblíquos: me, mim comigo, te, ti, contigo, o, a, lhe, se, si, nos, conosco, vos, convosco, os, as, lhes. tratamento :Vossa Alteza, Vossa Majestade, senhor, senhora, Vossa Santidade... Pronomes possessivos – servem para indicar relações de posse. Ex: Meu, minha, teu, tua, nosso, vosso, seus... Pronomes demonstrativos – situam a pessoa ou a coisa demonstrada. São eles: este (a), isto, esse (a), isso, aquele (a) e aquilo. Pergunta clássica: e quando é que eu devo usá-los? É só lembrar... Este é quando o objeto está próximo de quem fala. Esse é usado quando o objeto está longe da pessoa que fala. Aquele é usado quando o objeto está longe da pessoa que fala e da pessoa que o escuta.

    1 de abril de 2011

    Rubem Fonseca - A literatura de denúncia social

    Diante da temática Literatura Marginal, resolvi retomar minhas postagens falando sobre este autor que eu A-DO-RO! Antes de mais nada é bom esclarecermos que Literatura Marginal não é simplesmente falar sobre bandidos e prostitutas. É trabalhar assuntos que são marginalizados pela sociedade. Baseadas em fatos do cotidiano das cidades, essas histórias nos fazem refletir sobre o comportamento do ser humano. Denunciar as mazelas de um povo. Rubem Fonseca é romancista, cronista e roteirista de cinema. Seu gosto pelos temas considerados baixos, trouxe à tona tabus na década de 70. A linguagem realista mostra a inversão da visão sobre as personagens até então. Na obra de Fonseca, as personagens representantes da classe dominante tornam-se do dominados. Seus livros mais conhecidos são: - Lúcia McCartney (contos – 1967) - Feliz Ano Novo (contos – 1975) - A grande arte (romance- 1983) - Agosto (romance – 1990). O livro “Feliz Ano Novo” foi recolhido pelo departamento de Polícia Federal e teve suas publicação e circulação proibida em todo território nacional; sob a alegação de exteriorizar matéria contrária a moral e aos bons costumes. Somente em 1989 o escritor obteve decisão favorável do Tribunal Regional federal, liberando a obra. O estilo de Rubem provoca as mais diferentes sensações àqueles que o leem. A qualidade de seus textos é inegável. Depois de enfrentar a censura, que o acusava de incitar a violência, hoje seu prestígio junto à crítica e tão grande quanto o interesse do público por suas obras.
    A literatura de denúncia social - Rubem Fonseca e a violência urbana no filme “Quase dois irmãos”
    A proibição do livro “Feliz Ano Novo”, em 1976, é apenas um retrato da sociedade hipócrita que já existia naquela época. É surpreendente como tudo acontece. Rubem não teve apenas o seu livro proibido, mas também o seu direito de expressão. É claro que isso só poderia repercutir desta maneira: livro e autor tornaram-se conhecidíssimos. Por causa da impunidade de algumas personagens descritas em seus contos, o autor foi acusado de dar mau exemplo e infinitas foram as tentativas para denegrirem sua imagem. Porém a literatura de denúncia, nos dias atuais, invade as escolas. Contos e romances que antes escandalizavam, são vistos como retrato da sociedade. O conto O Cobrador (do livro homônimo) mostra a insatisfação da classe pobre. Rico em detalhes a história impressiona. A vontade impera. Não a vontade de comandar, mas a de ter; ter roupas caras, carros, casas. O que não é muito diferente do que vemos hoje. Propagandas: “Amanhã! Venha e compre o seu carro 0km por apenas 35 mil reais.” O modo imperativo nos hipnotiza. Como apenas? E o sentimento de frustração que nos toma ao vermos pessoas que adquirem o carro e ainda afirmam achar barato? A revolta por ser sempre tratado como miserável analfabeto (como é relatado no conto, o momento em que o homem rico dialoga com os invasores). O filme “Quase dois irmãos” aborda um tema semelhante ao conto. Mostra a vida de dois meninos que foram criados juntos, mas que seguiram por caminhos diferentes. O encontro deles em uma penitenciária, a noção de mundo que cada um tinha era o que fazia com que se consolassem em momentos de fragilidade (a cena em que Miguel (Caco Ciocler) perde sua namorada e Jorginho (Lázaro Ramos) o consola mostrando a visão que ele tinha da situação). A veracidade dos fatos emociona. Assim como Rubem Fonseca buscou as gírias do crime para suas personagens (o que nos faz ver a imagem do marginal), o filme traz além das palavras, as falas do corpo (viva a arte da dramaturgia!). Procura nos mostrar o cotidiano dos presos e a visão diferenciada dos presos políticos e dos presos ditos “normais” (o que já era um indício de discriminação). A visão do preso é colocada também na cena do baile funk, onde o cantor, Mr. Catra do Borel ( um perfeito encaixe, já que Catra é um ex-presidiário) canta o rap “Liberta Coração”, cuja letra fica no inconsciente (“liberta coração/ liberta coração/ a vida na cadeia amigo não é mole não/ a vida na cadeia não dá nem pra imaginar/ acredite meu amigo/ só vendo para falar) e a cada momento imaginamos como é viver preso, seja pelas grades de um presídio ou pelas grades das janelas e portas de nossas casas. Sonhos diferentes acompanham as personagens. Miguel sonha com um mundo diferente, melhor, mas é traído por seus conceitos de ordem e disciplina que o forçam a exteriorizar seu desconforto e discriminação para com os outros presos. Jorginho sonha em sair e fazer justiça, nem que seja com suas próprias mãos. A educação familiar é o que os diferencia. O filme aborda também a situação das “minas do asfalto”, meninas de classe média alta que sobem o morro apaixonadas por traficantes. Não é difícil, assistindo ao filme, pensarmos em quantas vezes vimos algumas daquelas cenas. É uma mistura de sentimentos tristes e alegres. E por um minuto (talvez mais) nos sentimos como Jorginho, com raiva do mundo, querendo justiça a qualquer preço; ou como Miguel, que tanto lutou, mas foi vencido pelos pré-conceitos do mundo. Parafraseando a magnífica letra de Renato Teixeira, na inigualável voz de Elis Regina: “Quantos jovens perderam-se na vida à custa de aventuras?” Quantas brincadeiras, sorrisos, quantos beijos apaixonados desaparecem neste mar vermelho, que insiste em trazer suas ondas à areia, apagando toda poesia, toda história, toda uma vida.

    Resposta dos exercícios Form. Professores

    Resposta dos exercícios de formação. Formação de professores 1- a) paroxítona b) oxítona c) oxítona d) monossílabo átono e) paroxítona f) proparoxítona 2- DENOTAÇÃO é a palavra em seu sentido usual, real. CONOTAÇÃO é a palavra no sentido figurado, fora do sentido usual. 3- Porque em micro-ondas o primeiro elemento termina com a mesma vogal que inicia o segundo elemento. E em super-homem permanece a regra antiga, nos compostos onde o segundo elemento inicia por “h” o uso do hífen permanece. 4- Ansioso – duquesa – excesso – ojeriza 5- Mal / mau 6- a) xeque b) ratificou

    21 de junho de 2010

    Alice no País das Maravilhas 3D - Nós fomos!!!

    No dia dez de maio (2010) levei meus alunos do fundamental (2º segmento) para assistir ao filme Alice no País das Maravilhas, do diretor Tim Burton, no Caxias Shopping. Sim. Levei 39 alunos para o shopping. Tive o auxílio da professora Marcela (ciências), que també adorou a experiência. Há muito pensava em fazer isso, mas ficava receosa de ir a um shopping com essa galera adolescente. Mas enfim, a escola comprou a ideia e funcionou. O livro, de Lewis Carroll, foi debatido durante o bimestre, e o filme foi trabalhado de modo diferenciado, em cada turma. Foram feitas também pesquisas sobre o autor e a Era Vitoriana. No 7º ano foi trabalhado o "conto maravilhoso" e a continuidade dada a história. Traçando características das personagens, desfechos diferentes para algumas situações, e o comportamento de Alice. Já no 8º ano, trabalhei a descrição subjetiva das personagens, o título do filme e a passagem da infância para a adolescência. Foi muito bom. Os alunos do 7º ano fizeram poemas sobre os assuntos abordados no livro ( fazer escolhas, sonhos, responsabilidade...) Depois postarei alguns, se os poetas autorizarem, é claro!

    31 de janeiro de 2010

    As palavras também têm classes.

    Vamos iniciar com um dos significados da palavra classe. CLAS. SE 1. Numa série ou num conjunto, grupo ou divisão que apresenta características semelhantes. Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 6ª edição. As palavras, na Língua Portuguesa, também são divididas em classes de acordo com o seu significado e sua forma. Temos então dez classes de palavras, também chamadas de Classes Gramaticais. E acredite, aprender a identificar e a classificar corretamente as palavras evitará muitos problemas durante a análise sintática. Olha elas aí!!! SUBSTANTIVO É a classe de palavras que nomeiam seres. Visíveis ou não, animados ou não - objetos, ações, estados, sentimento, desejos... Esta é a função dela: dar nome. É variável em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo). Esta classe, para ficar mais organizada, possui subclasses. Isso mesmo. Não adianta dizer que essa é a parte que complica. Imagine como seria muito mais fácil achar aquela blusa verde, se você além de ter uma gaveta só para blusas, as organizasse por cores. Bom, voltemos aos substantivos... Substantivos simples – são formados por uma única palavra Ex: sofá, flor, pé, mão. Substantivos compostos – são aqueles formados por mais de uma palavra. Ex: sofá-cama, beija-flor, corrimão, pontapé. Substantivos comums – se referem a todos os seres de uma espécie. Ex: cidade, pé, homem, livro, cachorro. Substantivos próprios – têm como função nomear um ser em particular, destacando-o na espécie; por isso são grafados com letra maiúscula. Ex: Brasil, Ouro Preto, Mariana, Jorge. Substantivos primitivos – são aqueles que dão origem a outras palavras. Ex: telha, ferro, livro. Substantivos derivados – são aqueles que se originam de outras palavras. Ex: telhado, ferrugem, livraria. Substantivos coletivos – são os que , mesmo estando no singular, transmitem idéia de agrupamento de vários seres da mesma espécie. Ex: multidão (de pessoas), molho (de chaves), ramalhete (de flores), arquipélago (de ilhas) Substantivos concretos – são aqueles que designam seres de existência independente, e que podem ser reais ou imaginários. Ex: casa, sol, carro, filhinho, mãe, Brasil, Deus. Substantivos abstratos – são aqueles que nomeiam seres que dependem de outro para existir. Designam, ações, sentimentos e qualidades Ex: tristeza, medo, cambalhota, esforço, vaidade, emoção. IPC: Algumas pessoas acham que a diferença entre os substantivos concretos e abstratos consiste em: concreto é tudo aquilo que eu posso tocar, e abstrato é tudo aquilo que eu não posso tocar. E aí fica a pergunta: Por que Deus é um substantivo concreto se eu não posso tocá-lo? Pois bem meu caro aluno, não precisa dizer que é porque Deus é Deus e pode tudo. É bem mais simples do que parece. Imagine que o seu cérebro é um arquivo gigante, cheio de gavetas. E cada gaveta possui imagens relacionadas às palavras que você conhece. Quando a palavra é pronunciada, imediatamente abre-se a gaveta onde estão as palavras iniciadas por “p” e... lá está a imagem de um pé. Agora quando a palavra é saudade, imediatamente vamos à gaveta das palavras iniciadas por “s” e... não temos nenhuma imagem da saudade. Então se tivermos uma imagem que defina a palavra o substantivo é concreto, caso não, abstrato. A análise da palavra depende também de seu significado. Lembre-se sempre da função, pois é ela que vai definir a que classe aquela palavra pertence. Ah! Um substantivo pode ter várias classificações.
    Ex: Tereza – substantivo simples, primitivo, concreto e próprio. Amor – substantivo simples, primitivo, abstrato, comum. ADJETIVOS Classificamos assim as palavras que modificam os substantivos, atribuindo-lhes características. O adjetivo pode indicar tamanho, cor, beleza, defeitos, qualidades...
    Ex: Cachorro grande (grande é o adjetivo do substantivo cachorro) Pés descalços (descalços é o adjetivo do substantivo pés) É uma classe variável e geralmente acompanha o substantivo ao qual se refere. Locução Adjetiva É a expressão com valor de adjetivo. (Não disse que a função é muito importante!?) Em alguns casos pode ser substituída por um adjetivo.
    Ex: 1 - Caneta com aroma É locução adjetiva, pois está caracterizando a caneta. Pode ser substituída por aromatizada. 2 - Colega de turma (está caracterizando o substantivo colega)

    12 de julho de 2009

    Exercícios - Análise sintática

    EXERCÍCIOS -ANÁLISE SINTÁTICA 1- Diferencie os elementos sublinhados utilizando os seguintes códigos: (3,0) (OI) Objeto Indireto (CN) Complemento Nominal ( ) Uma parcela dos pesquisadores defendem a clonagem terapêutica. ( ) Muitos cientistas fizeram críticas à clonagem humana. ( ) Esse projeto prejudicará nossa cidade. ( ) Eu gosto de abacaxi. ( ) Eu lhe sou obediente. ( ) Isto tem um forte gosto de abacaxi 2- Relacione: (3,0) (1) Complemento nominal (2) Adjunto adnominal a- ( ) Sandra tinha um verdadeiro pavor de solidão. b- ( ) Marta colocou um casaco de lã. c- ( ) A invenção do telefone, a descoberta do átomo e a construção do prédio nos foi útil. d- ( ) A invenção do sábio, a descoberta do cientista e a construção do engenheiro foram admiradas por todos. e- ( ) Roubaram-lhe a caneta. f- ( ) Isto lhe é favorável. 3-Classifique o termo em destaque como aposto ou vocativo: (2,0) a) As crianças adoravam Furioso, o “terrível” leão africano. _________________________________________________________ b) Meu amigo, nada mais podemos fazer. _________________________________________________________ c) O circo tinha duas atrações principais: o trapezista e o leão. _________________________________________________________ d) Tio, apertou o botão do sétimo andar? _________________________________________________________ 4- Leia com atenção. (2,0) Minhas amigas, Flávia e Raquel, chegarão amanhã. a) O termo “Flávia e Raquel” pode funcionar como aposto? Justifique._________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

    Exercícios - metrificação

    Literatura - metrificação 1- Leia com atenção Nel mezzo del cammin* Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Yinhas a alma de sonhos povoada, E a alma de sonhos povoada eu tinha... E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. Hoje, segues de novo... na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face, e tremo Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. Olavo Bilac *No meio do caminho Retire do poema versos que: a) conte o encontro entre duas pessoas; b) indiquem o sexo do eu lírico: 2- Classifique as rimas dos quarteto. 3- Copie e faça a escansão dos dois primeiros versos do poema. 4- Classifique os dois primeiros versos de acordo com o número de sílabas poéticas. 5- A frase, “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral”, de Caetano Veloso é um exemplo de ______________________ que consiste na __________. 6- O que é um soneto? 7- Classifique as rimas das estrofes abaixo: Estes os olhos são da minha amada, Que belos, que gentis e que formosos! Não são para os mortais tão preciosos Os doces frutos da estação dourada. Cláudio Manuel da Costa _______________________________ Ama de igual amor o poluto e o impoluto; Começa e recomeça uma perpétua lida, E sorrindo obedece ao divino estatuto Tu dirás que é a morte: eu direi que é a Vida. Machado de Assis (Uma criatura)

    20 de maio de 2009

    PREDICADO.... ???

    Desde já agradeço a todos que leem este blog. Recebi um comentário do Fernando Henrique, aluno do 3º ano de uma escola de Rondônia, sobre as orações subordinadas Substantivas. Segundo ele a definição dos tipos de predicado não ficou... clara. E ele teve de recorrer a outro site. Bom, meu caro Fernando Henrique... concordo com você em gênero, número e grau! Por isso vamos examinar melhor este tópico da sintaxe. Só para relembrar... Predicado – Como já foi dito em um outro tópico, é tudo aquilo que não é sujeito. Núcleo - é a parte mais importante de uma função sintática. PREDICADO VERBAL - é aquele cujo núcleo é um verbo que expresse ação (transitivo ou intransitivo), ou seja, a informação mais importante a ser passada está contida no verbo. Ex: A criança cortou o papel. Vamos fazer a análise? Quem é o sujeito? E o predicado? A criança = sujeito simples Cortou o papel = predicado Agora reflita. Qual é a mensagem que eu quero transmitir ao ouvinte? Em torno de qual palavra gira esta mensagem? “Cortou” Se tirássemos o verbo da oração ela ficaria assim: “A criança o papel.”. Não teria sentido. Viram como a presença do verbo é essencial? O núcleo deste predicado é o verbo “cortou”, por isso ele é um predicado verbal. PREDICADO NOMINAL – é aquele cujo núcleo é um adjetivo ou um substantivo (os predicativos). Este tipo de predicado possui um verbo que não expressa ação (os chamados verbos de ligação); estes verbos têm como função ligar o sujeito a uma característica ou estado do mesmo. Ex. A criança ficou ferida. Vamos analisar? Sujeito – A criança Verbo de Ligação – ficou Predicativo do Sujeito - ferida Repare que o verbo “ficou” não expressa ação (ninguém pratica a ação de ficar ferida!). Ah, já sei! Você não lembra o que é um predicativo. Dê uma olhadinha no tópico sobre análise sintática. Ex ²: Aquela mulher parece uma tábua. Sujeito – Aquela mulher Predicado – parece uma tábua. Viu?! Ninguém pratica a ação de parecer. Nesta oração o verbo está servindo como elo de ligação entre o sujeito e o predicativo do sujeito (tábua). Observemos então, a fórmula do predicado nominal: Suj + VL + Predicativo do suj. Estes são alguns exemplos de verbos de ligação: ser, estar, permanecer, ficar, parecer, andar (no sentido de estar) IPC Alguns verbos podem ser ora de ligação, ora intransitivo. Ex: Marina anda adoentada. (neste caso o verbo se refere ao estado de Mariana. O verbo “anda”, nesta oração, tem sentido de “está”. Aqui ele é verbo de ligação e o predicado é nominal) Ex²: Mariana anda por esta calçada. (neste caso o verbo se refere ao ato de caminhar, retrata uma ação. Aqui ele é um verbo intransitivo e o predicado é verbal.) DESAFIO!!!! No exemplo 2 do IPC vimos que “Mariana” é o sujeito da oração, “anda” é verbo intransitivo e núcleo do predicado verbal. Agora responda: qual é a função sintática de “por esta calçada”? PREDICADO VERBO-NOMINAL – neste tipo de predicado temos dois núcleos: o verbo e um nome (substantivo ou adjetivo). A importância da informação é dividida entre o verbo nocional (de ação) e o predicativo. Ex: A criança brincava distraída. Sujeito – A criança Predicado – brincava distraída. Observe que o interesse do falante não é simplesmente dizer que a criança brincava. E sim que ela brincava distraída, logo, brincava (verbo intransitivo) e distraída (predicativo do sujeito) são núcleos do predicado verbo-nominal. Ex ²: O professor corrigiu as provas apressado. Faça a análise. Reparou que a intenção não é só dizer que o professor corrigiu as provas, mas que ele estava apressado quando as corrigiu? IPC ² Muita atenção pois se ao invés do adjetivo, usarmos um advébio o predicado será verbal. Por que o advérbio é um termo que está diretamente ligado ao verbo. Ex : A criança brincava distraidamente. “Distraidamente” está se referindo ao modo como a criança brincava. IPC ³ O predicativo no predicado verbo-nominal pode-se referir ao sujeito (quando o verbo é intransitivo) ou do objeto (se o verbo for transitivo). Ex : O frio deixou a criança resfriada. Sujeito – O frio Verbo transitivo direto – deixou Objeto direto – a criança Predicativo do objeto direto – resfriada Resposta do desafio: Adjunto adverbial de lugar.

    13 de abril de 2009

    Orações subordinadas substantivas

    Alguns exercícios sobre as temidas orações subordinadas. Revisão para a prova 1- Analise sintaticamente os termos da seguinte oração: a) O bebê dorme tranqüilamente. b) Ontem recebi elogios do professor. c) Eu ensinarei português a ti. 2 – Sublinhe as orações subordinadas substantivas e classifique-as: a- Acho que a munição deles acabou. __________________________________________________________________ b- Desejo-lhe somente isto: que você seja feliz. ___________________________________________________________________ c- Ninguém me convencerá de que ele é desonesto. ________________________________________________________________ d- Está provado que o fato aconteceu. __________________________________________________________________ e- Os jornais noticiaram que mataram o político italiano. ____________________________________________________________ f- O eleitor brasileiro não podia prever que isso acontecesse. _________________________________________________________ 3- Transforme as orações substantivas desenvolvidas em reduzidas: a- Penso que estou na sala de aula. ___________________________________________________________ b- O povo brasileiro gosta de que seus antepassados sejam valorizados. ____________________________________________________________ c- O índio tem medo de que o homem branco invada suas terras. ____________________________________________________________ d- A idéia era que prendessem todos os grevistas. ____________________________________________________________ e- Esperamos que consigamos a aprovação. ____________________________________________________________ 4- Agora transforme as reduzidas em desenvolvidas: a- A intenção da pesquisa foi valorizar a família. _____________________________________________________________ b- Nosso desejo é comprovar a tese. _____________________________________________________________ c- É necessário viver em harmonia no lar. _____________________________________________________________ d- É bom estar aqui com vocês. ______________________________________________________________ 5- (UNIRIO – RJ) Em “A areia era polvilho de espelho”, O tipo de predicado e a função sintática do termo sublinhado são respectivamente: (a) verbal – objeto direto (b) verbo-nominal – predicativo do sujeito (c) nominal – adjunto adnominal (d) nominal – predicativo do sujeito

    As malvadas do 9º ano (II parte).

    Orações subordinadas adjetivas. Para distinguirmos as subordinadas é bom que analisemos cada parte do nome dado a elas: Orações – porque são enunciados que possuem verbo. Subordinadas – porque é uma oração desempenhando uma função sintática importante para a construção de outra oração. Adjetiva – porque ela caracteriza um substantivo (função atribuída ao adjetivo).
    A Oração Subordinada Adjetiva tem a função de um adjunto adnominal. Veja o exemplo: (utilizando ainda o sistema de cores) Ela disse a ele coisas impublicáveis. Sujeito simples. Verbo transitivo direto e indireto. Objeto indireto. Núcleo do objeto direto. Adjunto adnominal do núcleo do objeto direto. No exemplo acima fizemos a análise de um período simples. Veja agora a análise de um período composto. Ela disse a ele coisas que não são publicáveis. Sujeito simples. Verbo transitivo direto e indireto. Objeto indireto. Núcleo do objeto direto. Adjunto adnominal do núcleo do objeto direto. Observe que o adjunto adnominal do objeto direto é uma oração. Ela é a nossa subordinada adjetiva, pois está caracterizando o substantivo “coisas”. IPC: a oração subordinada adjetiva é introduzida pelo pronome relativo. As subordinadas adjetivas podem ser classificadas em: RESTRITIVAS- são aquelas que delimitam, restringem o sentido de um nome antecedente. Aparecem ligadas diretamente ao antecedente, sem vírgulas. EXPLICATIVAS- são aquelas que acrescentam uma informação que já é de conhecimento do interlocutor (aquele com quem se fala). Ela generaliza o sentido do termo antecedente. Na escrita, aparecem entre vírgulas. Exemplo: Em uma grande competição esportiva entre escolas particulares e públicas ouvem-se os seguintes comentários: 1º - As escolas particulares que têm patrocínio lideram as competições. 2º - As escolas particulares, que têm patrocínio, lideram as competições. No 1º exemplo (restritiva) são várias escolas particulares, mas somente as que têm patrocínio lideram as competições, ou seja, nem todas as escolas particulares que participam do evento têm patrocínio. No 2º exemplo (explicativa) generalizamos; todas as escolas particulares que participam do evento têm patrocínio. Levantando hipóteses... A 1ª oração poderia ser feita por um aluno de uma escola particular que não tem patrocínio e não está tendo um bom desempenho no evento. A 2ª oração poderia ser feita por um aluno de uma escola pública. Agora...
    Suponhamos que no início do ano seu professor de Língua Portuguesa, ao explicar o sistema de avaliação, faça um dos seguintes comentários: a) As provas que serão fáceis acontecerão às quartas-feiras. b) As provas, que serão fáceis, acontecerão às quartas-feiras. Qual desses dois comentários você gostaria que fosse feito pelo seu professor? Tente explicar o porquê da escolha através da diferença de sentido.

    12 de abril de 2009

    O "Y" e o "W" são vogais ou consoantes?

    Encontrei este tópico em uma comunidade no orkut, e achei muito interessante. Resolvi postar a resposta do professor Isaac Filho. Y e W... O W pode tanto representar o fonema vocálico /u/ (Wilson, windsurfe etc.) como o fonema consonantal /v/ (Wágner, Walita etc). O Y é mais complicado. Tudo depende de como ele se comporta na sílaba. Se for base de sílaba, classifica-se como vogal; se estiver apoiado numa vogal, como semivogal. Exemplos: office-boy e bye-bye (semivogal): em boy temos um ditongo decrescente (oy) e em bye, um ditongo crescente (ye). Chantily, derby, delivery (vogal). Observem-se a separação silábica e a pronúncia: chan-ti-ly (xã-ti-li); der-by (dér-bi); de-li-ve-ry (de-lí-ve-ri). Obs: O problema está em palavras como Yara e Yasmim, já que em palavras como essas ocorre flutuação de pronúncia, já que elas podem ser pronunciadas de duas maneiras: Ya-ra, Yas-mim ou Y-a-ra, Y-as-min, ou seja, ora o y se comporta como semivogal (para mim a pronúncia normal), ora como vogal. Esse é o mesmo fenômeno que ocorre com a letra "i" em encontros como ia-ie-io, em que o "i" ora é pronunciado como semivogal (para mim a pronúncia normal), ora como vogal. Mário pode ser pronunciado Má-rio (o "i" é semivogal) ou Má-ri-o (onde o "i" é vogal). Os encontros ia, ie, io (e outros) são flutuantes: co-lô-nia / co-lô-ni-a; sé-rie / sé-ri-e; e-xí-mio / e-xí-mi-o; Ia-ra / I-a-ra; Ias-mim / I-as-mim. Eu adoto a pronúncia em que esse fonema faz um ditongo, portanto classifico-o como semivogal, mas faço a observação de que esses encontros podem ser pronunciados como hiato (então o i seria uma vogal). O nome técnico para isso é diérese (transformação de um ditongo em hiato). Como o Y representa esse(s) mesmo(s) fonema(s), a classificação será a mesma: Ya-ra (semivogal); Y-a-ra (vogal). Como se trata de diérese, eu considero a pronúncia normal como semivogal, mas admito que ele possa ser pronunciado como vogal. Em síntese: para o y, ocorre a mesma coisa com o i em palavras como abecedário, calvície, ciência. Em palavras como byte, byroniano, a letra y não representa nem vogal, nem semivogal, mas um ditongo oral decrescente /ai /: bai-te; bai-ro-ni-a-no.

    2 de abril de 2009

    Objeto indireto ou Complemento nominal? E agora?

    Quem nunca ficou na dúvida em dizer se um termo da oração é complemento nominal ou adjunto adnominal que atire a primeira pedra! Objeto direto X objeto direto preposicionado X objeto indireto 1- Objeto direto = complemento verbal sem preposição; completa o verbo transitivo direto; Ex: O professor encontrou o aluno. (OD) 2- Objeto direto preposicionado = complemento verbal com preposição; completa o verbo transitivo direto; Ex: O professor encontrou a mim. (ODP) 3- Objeto indireto = complemento verbal com preposição; completa o verbo transitivo indireto; Ex: O aluno obedece ao professor. (OI) Objeto indireto X complemento nominal 1- Objeto indireto = completa verbo (transitivo indireto) Ex: Ele se referiu ao diretor. [Referir-se é verbo transitivo indireto, logo, “ao diretor” é OI] 2- Complemento nominal = completa nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Ex: Ele fez referência ao diretor. [Referência é substantivo abstrato e pede um complemento, logo, “ao diretor” é o complemento nominal] Complemento nominal X adjunto adnominal 1- Complemento nominal = completa nomes. 2- Adjunto adnominal = termo que determina, especifica ou qualifica um substantivo. Indica tipo, matéria ou posse. Pode ser expresso por artigos, pronomes, numerais, adjetivos, locuções adjetivas e orações adjetivas. A confusão geralmente acontece quando ele vem representado por uma locução adjetiva. I.P.C. Fique esperto! Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a um substantivo transitivo e funcionando como alvo (o paciente da ação nominal) ele é complemento nominal. Agora, se ele for o praticante (o agente da ação) é adjunto adnominal. Ex. 1- A resposta aos grevistas não os convenceu. [os grevistas receberam a resposta estão passivos em relação ao substantivo “resposta”] 2- A resposta do diretor não os convenceu. [o diretor deu a resposta ele é o ativo, o praticante em relação ao substantivo “resposta”] Predicativo do sujeito X adjunto adverbial de modo 1- Predicativo do sujeito = termo de valor adjetivo (com flexão de número e gênero) que se liga ao sujeito pelo verbo (de ligação, transitivo ou intransitivo); 2- Adjunto adverbial de modo = termo de valor circunstancial que sempre modifica o verbo; é invariável. Ex: 1- Ela vendeu tranqüila suas jóias. [é predicativo do sujeito, já que “tranqüila” concorda com o sujeito feminino “ela”; quer dizer que ela vendeu as suas jóias e estava tranqüila.]. 2- Ela vendeu tranqüilo suas jóias. [ tranqüilo foi o modo como ela vendeu suas jóias]. Predicativo do objeto X adjunto adnominal 1- Predicativo do objeto = qualidade atribuída ao objeto (momentâneo); Ex: O professor considera este aluno um gênio. [“gênio” é uma qualidade atribuída ao aluno pelo professor] 2- Adjunto adnominal = qualidade do próprio ser. Ex: O professor comprou um carro novo. [“novo” indica uma qualidade própria do carro] Adjunto adverbial de intensidade X adjunto adnominal 1- Adjunto adverbial de intensidade = intensifica verbos, adjetivos ou outros advérbios; Ex: Ele trabalha muito. [intensifica o verbo trabalhar] 2- Adjunto adnominal = acompanha substantivos. Ex: Ele gasta muito dinheiro. [indetermina a quantidade de dinheiro] Adjunto adnominal X aposto 1- Adjunto adnominal = dá idéia de “posse”. Ex: Gosto do clima de Petrópolis. [idéia de posse, clima metropolitano, Petrópolis não é nome de clima] 2- Aposto = especifica o nome comum ou correspondente. Ex: Gosto da cidade de Petrópolis. [aposto, pois especifica de qual cidade se gosta].

    QUEM É QUEM NA ANÁLISE SINTÁTICA.

    Como existem muitas dúvidas sobre este assunto... A oração se divide primeiramente em sujeito e predicado. SUJEITO – é aquele que de quem se fala. Para encontrá-lo basta fazer a pergunta “o quê?” ou “quem” antes do verbo. Ex¹: Maria é bonita. Pergunta: quem é bonita? Resposta: Maria Logo, “Maria” é o sujeito da oração. Ex²: Aqui começa a boa escola. Pergunta: O que começa? Resposta: a boa escola. Logo, “a boa escola” é o sujeito da oração. Obs.: Lembre-se de que o verbo sempre concorda com o sujeito. Por isso, só diga “é nós” em situações informais, bem informais... NÚCLEO DO SUJEITO – é a palavra mais importante do sujeito. As demais são termos acessórios. Ex: Aqui começa a boa escola. Sujeito: a boa escola. Núcleo do sujeito: escola O sujeito pode ser classificado como: Simples, composto, desinencial, indeterminado, sem sujeito. 1- Sujeito Simples - é aquele que apresenta uma única palavra como núcleo. Ex: Aqui começa a boa escola. Sujeito simples: a boa escola. Núcleo do sujeito: escola 2- Sujeito desinencial - é aquele que está subentendido na oração, mas que eu consigo identifica-lo através da desinência do verbo. Ex: Comi duas maçãs. Pergunta: Quem comeu? Resposta: Eu Sujeito desinencial: Eu Viram? O sujeito não está explícito, mas eu sei que é o pronome “eu” por causa da terminação do verbo “comi” (primeira pessoa do singular, do pretérito perfeito, do indicativo). I.P.C. – O A nomenclatura “sujeito oculto” não é adequada para este tipo de sujeito uma vez que algo oculto é algo secreto (lembra da brincadeira do amigo oculto?). E neste caso o sujeito está expresso através da desinência do verbo, ele só está implícito (está envolvido, mas não de modo claro) 3- Sujeito composto – é quando eu tenho duas ou mais palavras como núcleo. Ex: Rosas e margaridas desabrocharam no jardim. Pergunta: O que desabrocharam? Resposta: Rosas e margaridas. (sujeito composto) Núcleo do sujeito composto: Rosas, margaridas 4- Sujeito indeterminado – é aquele que não aparece expresso na oração e nem pode ser identificado, ou porque não se quer ou por se desconhecer quem pratica a ação. É possível indeterminar o sujeito de duas formas: - utilizando verbos na terceira pessoa do plural:. Ex: Quebraram a vidraça.. Pergunta: Quem quebrou? Resposta: Eles (“eles” quem??? Não é possível identificar quem quebrou a vidraça) Logo, o sujeito é indeterminado. I.P.C.¹ - quando o sujeito é um pronome indefinido (alguém, por exemplo) não é sujeito indeterminado. Porque o sujeito indeterminado nunca apresenta elemento na oração. Sujeito representado por pronome indefinido será sempre simples, porque ele existe na frase. Não confunda indefinido com indeterminado. I.P.C.²: antes de classificar o sujeito de uma oração observe bem o que vem antes dela. Observe: Ex: Cientistas do Brasil pesquisaram ervas medicinais e descobriram remédios naturais contra o stress. Quem é o sujeito da forma verbal descobriram? Pergunta: quem descobriu? Resposta: Eles (“eles” quem??? Os cientistas do Brasil.) Logo, sujeito desinencial. - empregando-se o pronome se com verbos intransitivos, transitivos diretos e de ligação na terceira pessoa do singular: Ex: Vive-se bem aqui. Precisa-se de professores. Era-se feliz aqui. 5- Oração sem sujeito – é aquela que a declaração expressa pelo predicado não é atribuída a nenhum ser. Nesse tipo de oração o verbo é impessoal e são sempre expressos na terceira pessoa do singular. Estes são os principais: - os que indicam fenômeno da natureza: chover, trovejar, anoitecer... Ex: Choveu muito hoje. - o verbo “haver” com sentido de “existir”: Ex: Havia pessoas boas ali. - os verbos fazer, haver e ir, quando indicam tempo decorrido: Ex: Faz tempo que não o vejo. Há dias espero por você. Vai para um mês que estou longe dela. - os verbos ser e estar, quando indicam tempo ou estado meteorológico: Ex: Já era dia quando chegamos. Está frio aqui. PREDICADO – é tudo aquilo que não é sujeito. Divide-se em: VERBAL - quando o núcleo é um verbo ou expressão verbal. E este núcleo pode ser classificado como: transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto e intransitivo. 1- Verbo transitivo direto (VTD) – é o verbo que precisa de um complemento para expressar o significado da ação, mas não exige o uso de preposição. Ex: O professor já corrigiu as provas. Afinal, quem corrige, corrige algo. 2- Verbo transitivo indireto - é o verbo que precisa de um complemento para expressar o significado da ação e exige o uso de preposição. Ex: Eu gosto de sorvete. Quem gosta, gosta de algo. Está vendo? O verbo gostar precisa da preposição de para se ligar ao seu complemento. 3- Verbo transitivo direto e indireto – é aquele que precisa de dois complementos: um sem preposição e outro com preposição. Ex: Disse a ele que não iria à aula. Quem diz, diz algo (s/ preposição) a alguém (c/ preposição). 4- Verbo intransitivo – é aquele que não precisa de complemento para expressar seu significado. Ex: Mariana saiu. NOMINAL - quando o núcleo é um nome (predicativo do sujeito ou do objeto), isto é, um substantivo ou adjetivo (o verbo nesta oração é chamado de verbo de ligação, porque não expressa uma ação). Ex: A criança ficou ferida. VERBO NOMINAL - o núcleo é, ao mesmo tempo, um verbo e um predicativo. Ex: A criança brincava distraída. PREDICATIVO - indica uma qualidade ou estado do sujeito ou objeto. Ex: Eu procurava um menino bonito. OBJETO DIRETO – é um complemento verbal. Completa o sentido do verbo transitivo direto (o VTD não pede preposição). Para encontrá-lo basta fazer a pergunta após o verbo. Comprei o livro. - OD (Comprei o quê?) I.P.C. - o objeto direto pode vir precedido de preposição. Neste caso o chamamos de OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO. Ex: Ele bebeu da água. (OD preposicionado) OBJETO INDIRETO – completa o sentido do verbo transitivo indireto. (o VTI pede o auxílio de preposição quando fazemos a pergunta ao verbo) Acredito em Deus. - OI (Acerdito em quê?) COMPLEMENTO NOMINAL – é todo termo que na oração completa o sentido de um nome (geralmente substantivos abstratos). Ex: Tenho saudades de Cristina. Analise a oração e encontre o sujeito, a transitividade do verbo e o objeto. Sobrou alguma coisa? Saudades não é um verbo. É um substantivo mais pede complemento, afinal, quem tem saudades, tem saudades de alguém. Logo, "de Cristina é complemento nominal".

    27 de março de 2009

    Não tenha medo do... Pronome Relativo!

    Antes de falar sobre as Subordinadas Adjetivas se faz necessário esclarecer algumas coisas sobre o pronome relativo. O pronome relativo funciona como conectivo (é um elemento de ligação como a conjunção). Ele liga duas orações substituindo na segunda oração um termo antecedente. Como isso funciona???
    Obs: Como não consigo diagramar os exemplos aqui no blog, utilizei o sistema de cores para identificação das funções sintáticas.
    Observe as orações abaixo: Ex ¹: A) Todos leram o livro. B) O professor sugeriu o livro.
    Agora, utilizemos o pronome relativo “que” para unir estas duas orações em um único período:
    A+B= Todos leram o livro que o professor sugeriu.
    Viram?! Pegamos o elemento que se repete (livro) e o substituímos pelo pronome relativo "que". Tornando assim, dois períodos simples em um período composto. Desta forma evitamos repetições, tornando o texto mais dinâmico. Os pronomes relativos são que, quem, o qual (a qual, os quais, as quais), onde (quando equivale a em que), quanto (quanta, quantos, quantas) e cujo (cuja, cujos, cujas) podendo estar acompanhados ou não de preposição. Acompanhe os exemplos: Ex²: A) Não conheço a cidade. B) Maria nasceu na cidade.
    A + B = Não conheço a cidade onde nasceu Maria.
    Observe que o pronome relativo onde nesta oração corresponde a “em que” (Não conheço a cidade em que Maria nasceu). Novamente:
    Ex³: A) Esta é a árvore. B) As folhas da árvore caem inexplicavelmente.
    A+B= Esta é a árvore cujas folhas caem inexplicavelmente. Você sabia que o pronome relativo exerce função sintática na oração que pertence? E sabe o que é melhor? Nem é tão complicado descobrir a função exercida por ele. Vamos utilizar aquele primeiro exemplo:
    1ª oração 2ª oração Todos leram o livro / que o professor sugeriu. Suj. VTD OD / OD Suj. VTD Não entendeu? É simples. Só substituímos o pronome relativo (que) pelo termo correspondente. Com a substituição a segunda oração fica assim: O professor sugeriu o livro. Suj. VTD OD Agora, volte aos exemplos 2 e 3 tente identificar a função sintática do pronome relativo existente neles. Não seja preguiçoso! É exercitando que se aprende. Deixarei a resposta no final da postagem*. Bom, o pronome relativo pode exercer a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo e adjunto adverbial. I.P.C. Nas funções de OBJETO INDIRETO e ADJUNTO ADVERBIAL o pronome relativo vem acompanhado da preposição exigida pelo verbo. 1ª oração 2ª oração Ex: Essa é a máquina / de que precisamos. OI VTI Substituindo o pronome pelo termo correspondente temos a seguinte oração: Precisamos de máquina. VTI OI Viram como não é tão difícil?! *Os pronomes relativos do 2º e do 3º exemplo exercem a função de adjunto adverbial de lugar.

    23 de março de 2009

    Trabalho com o 7° ano

    Durante este mês falei com meus alunos do 7º ano sobre a importância das personagens para a narração. Depois de discutirmos sobre protagonistas e antagonistas, fizemos um mural sobre as personagens de HQ’s. Formei nove grupos de três pessoas e cada grupo elegeu sua personagem favorita. Depois fizeram uma pesquisa sobre a personagem escolhida: quem a criou? Onde ela vive? Quem são seus amigos? Quais poderes possuem?... Para enfeitar o mural, além das gravuras que eles trouxeram, cada aluno criou uma tirinha de quatro quadrinhos que foram utilizadas como a margem do mural. Ficou lindo! E muito colorido. Eles adoraram ajudar a confeccionar o mural. Trabalharam juntos, sem desentendimentos. Foi uma ótima experiência. Como a turma não é muito grande consegui acompanhar até a fase de pesquisa. Pena que choveu muito depois que colocamos o mural e infelizmente nosso trabalho ficou manchado.
    Vejam como ficou: