Língua Portuguesa e Literatura. Análise sintática, Orações subordinadas e muito mais...
21 de junho de 2010
Alice no País das Maravilhas 3D - Nós fomos!!!
31 de janeiro de 2010
As palavras também têm classes.
Vamos iniciar com um dos significados da palavra classe.
CLAS. SE – 1. Numa série ou num conjunto, grupo ou divisão que apresenta características semelhantes.
Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 6ª edição.
As palavras, na Língua Portuguesa, também são divididas em classes de acordo com o seu significado e sua forma. Temos então dez classes de palavras, também chamadas de Classes Gramaticais. E acredite, aprender a identificar e a classificar corretamente as palavras evitará muitos problemas durante a análise sintática. Olha elas aí!!!
SUBSTANTIVO
É a classe de palavras que nomeiam seres. Visíveis ou não, animados ou não - objetos, ações, estados, sentimento, desejos... Esta é a função dela: dar nome. É variável em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
Esta classe, para ficar mais organizada, possui subclasses. Isso mesmo. Não adianta dizer que essa é a parte que complica. Imagine como seria muito mais fácil achar aquela blusa verde, se você além de ter uma gaveta só para blusas, as organizasse por cores. Bom, voltemos aos substantivos...
Substantivos simples – são formados por uma única palavra
Ex: sofá, flor, pé, mão.
Substantivos compostos – são aqueles formados por mais de uma palavra.
Ex: sofá-cama, beija-flor, corrimão, pontapé.
Substantivos comums – se referem a todos os seres de uma espécie.
Ex: cidade, pé, homem, livro, cachorro.
Substantivos próprios – têm como função nomear um ser em particular, destacando-o na espécie; por isso são grafados com letra maiúscula.
Ex: Brasil, Ouro Preto, Mariana, Jorge.
Substantivos primitivos – são aqueles que dão origem a outras palavras.
Ex: telha, ferro, livro.
Substantivos derivados – são aqueles que se originam de outras palavras.
Ex: telhado, ferrugem, livraria.
Substantivos coletivos – são os que , mesmo estando no singular, transmitem idéia de agrupamento de vários seres da mesma espécie.
Ex: multidão (de pessoas), molho (de chaves), ramalhete (de flores), arquipélago (de ilhas)
Substantivos concretos – são aqueles que designam seres de existência independente, e que podem ser reais ou imaginários.
Ex: casa, sol, carro, filhinho, mãe, Brasil, Deus.
Substantivos abstratos – são aqueles que nomeiam seres que dependem de outro para existir. Designam, ações, sentimentos e qualidades
Ex: tristeza, medo, cambalhota, esforço, vaidade, emoção.
IPC:
Algumas pessoas acham que a diferença entre os substantivos concretos e abstratos consiste em: concreto é tudo aquilo que eu posso tocar, e abstrato é tudo aquilo que eu não posso tocar. E aí fica a pergunta: Por que Deus é um substantivo concreto se eu não posso tocá-lo?
Pois bem meu caro aluno, não precisa dizer que é porque Deus é Deus e pode tudo.
É bem mais simples do que parece. Imagine que o seu cérebro é um arquivo gigante, cheio de gavetas. E cada gaveta possui imagens relacionadas às palavras que você conhece. Quando a palavra pé é pronunciada, imediatamente abre-se a gaveta onde estão as palavras iniciadas por “p” e... lá está a imagem de um pé. Agora quando a palavra é saudade, imediatamente vamos à gaveta das palavras iniciadas por “s” e... não temos nenhuma imagem da saudade. Então se tivermos uma imagem que defina a palavra o substantivo é concreto, caso não, abstrato.
A análise da palavra depende também de seu significado. Lembre-se sempre da função, pois é ela que vai definir a que classe aquela palavra pertence.
Ah! Um substantivo pode ter várias classificações.
Ex:
Tereza – substantivo simples, primitivo, concreto e próprio.
Amor – substantivo simples, primitivo, abstrato, comum.
ADJETIVOS
Classificamos assim as palavras que modificam os substantivos, atribuindo-lhes características. O adjetivo pode indicar tamanho, cor, beleza, defeitos, qualidades...
Ex:
Cachorro grande (grande é o adjetivo do substantivo cachorro)
Pés descalços (descalços é o adjetivo do substantivo pés)
É uma classe variável e geralmente acompanha o substantivo ao qual se refere.
Locução Adjetiva
É a expressão com valor de adjetivo. (Não disse que a função é muito importante!?) Em alguns casos pode ser substituída por um adjetivo.
Ex:
1 - Caneta com aroma
É locução adjetiva, pois está caracterizando a caneta. Pode ser substituída por aromatizada.
2 - Colega de turma (está caracterizando o substantivo colega)
12 de julho de 2009
Exercícios - Análise sintática
EXERCÍCIOS -ANÁLISE SINTÁTICA
1- Diferencie os elementos sublinhados utilizando os seguintes códigos: (3,0)
(OI) Objeto Indireto
(CN) Complemento Nominal
( ) Uma parcela dos pesquisadores defendem a clonagem terapêutica.
( ) Muitos cientistas fizeram críticas à clonagem humana.
( ) Esse projeto prejudicará nossa cidade.
( ) Eu gosto de abacaxi.
( ) Eu lhe sou obediente.
( ) Isto tem um forte gosto de abacaxi
2- Relacione: (3,0)
(1) Complemento nominal
(2) Adjunto adnominal
a- ( ) Sandra tinha um verdadeiro pavor de solidão.
b- ( ) Marta colocou um casaco de lã.
c- ( ) A invenção do telefone, a descoberta do átomo e a construção do prédio nos foi útil.
d- ( ) A invenção do sábio, a descoberta do cientista e a construção do engenheiro foram admiradas por todos.
e- ( ) Roubaram-lhe a caneta.
f- ( ) Isto lhe é favorável.
3-Classifique o termo em destaque como aposto ou vocativo: (2,0)
a) As crianças adoravam Furioso, o “terrível” leão africano.
_________________________________________________________
b) Meu amigo, nada mais podemos fazer.
_________________________________________________________
c) O circo tinha duas atrações principais: o trapezista e o leão.
_________________________________________________________
d) Tio, apertou o botão do sétimo andar?
_________________________________________________________
4- Leia com atenção. (2,0)
Minhas amigas, Flávia e Raquel, chegarão amanhã.
a) O termo “Flávia e Raquel” pode funcionar como aposto? Justifique._________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Exercícios - metrificação
Literatura - metrificação
1- Leia com atenção
Nel mezzo del cammin*
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Yinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo... na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
Olavo Bilac
*No meio do caminho
Retire do poema versos que:
a) conte o encontro entre duas pessoas;
b) indiquem o sexo do eu lírico:
2- Classifique as rimas dos quarteto.
3- Copie e faça a escansão dos dois primeiros versos do poema.
4- Classifique os dois primeiros versos de acordo com o número de sílabas poéticas.
5- A frase, “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral”, de Caetano Veloso é um exemplo de ______________________ que consiste na __________.
6- O que é um soneto?
7- Classifique as rimas das estrofes abaixo:
Estes os olhos são da minha amada,
Que belos, que gentis e que formosos!
Não são para os mortais tão preciosos
Os doces frutos da estação dourada.
Cláudio Manuel da Costa
_______________________________
Ama de igual amor o poluto e o impoluto;
Começa e recomeça uma perpétua lida,
E sorrindo obedece ao divino estatuto
Tu dirás que é a morte: eu direi que é a Vida.
Machado de Assis (Uma criatura)
20 de maio de 2009
PREDICADO.... ???
Desde já agradeço a todos que leem este blog. Recebi um comentário do Fernando Henrique, aluno do 3º ano de uma escola de Rondônia, sobre as orações subordinadas Substantivas. Segundo ele a definição dos tipos de predicado não ficou... clara. E ele teve de recorrer a outro site. Bom, meu caro Fernando Henrique... concordo com você em gênero, número e grau! Por isso vamos examinar melhor este tópico da sintaxe.
Só para relembrar...
Predicado – Como já foi dito em um outro tópico, é tudo aquilo que não é sujeito.
Núcleo - é a parte mais importante de uma função sintática.
PREDICADO VERBAL - é aquele cujo núcleo é um verbo que expresse ação (transitivo ou intransitivo), ou seja, a informação mais importante a ser passada está contida no verbo.
Ex: A criança cortou o papel.
Vamos fazer a análise? Quem é o sujeito? E o predicado?
A criança = sujeito simples
Cortou o papel = predicado
Agora reflita. Qual é a mensagem que eu quero transmitir ao ouvinte? Em torno de qual palavra gira esta mensagem?
“Cortou”
Se tirássemos o verbo da oração ela ficaria assim: “A criança o papel.”. Não teria sentido. Viram como a presença do verbo é essencial? O núcleo deste predicado é o verbo “cortou”, por isso ele é um predicado verbal.
PREDICADO NOMINAL – é aquele cujo núcleo é um adjetivo ou um substantivo (os predicativos). Este tipo de predicado possui um verbo que não expressa ação (os chamados verbos de ligação); estes verbos têm como função ligar o sujeito a uma característica ou estado do mesmo.
Ex. A criança ficou ferida.
Vamos analisar?
Sujeito – A criança
Verbo de Ligação – ficou
Predicativo do Sujeito - ferida
Repare que o verbo “ficou” não expressa ação (ninguém pratica a ação de ficar ferida!).
Ah, já sei! Você não lembra o que é um predicativo. Dê uma olhadinha no tópico sobre análise sintática.
Ex ²: Aquela mulher parece uma tábua.
Sujeito – Aquela mulher
Predicado – parece uma tábua.
Viu?! Ninguém pratica a ação de parecer. Nesta oração o verbo está servindo como elo de ligação entre o sujeito e o predicativo do sujeito (tábua).
Observemos então, a fórmula do predicado nominal: Suj + VL + Predicativo do suj.
Estes são alguns exemplos de verbos de ligação: ser, estar, permanecer, ficar, parecer, andar (no sentido de estar)
IPC
Alguns verbos podem ser ora de ligação, ora intransitivo.
Ex: Marina anda adoentada.
(neste caso o verbo se refere ao estado de Mariana. O verbo “anda”, nesta oração, tem sentido de “está”. Aqui ele é verbo de ligação e o predicado é nominal)
Ex²: Mariana anda por esta calçada.
(neste caso o verbo se refere ao ato de caminhar, retrata uma ação. Aqui ele é um verbo intransitivo e o predicado é verbal.)
DESAFIO!!!!
No exemplo 2 do IPC vimos que “Mariana” é o sujeito da oração, “anda” é verbo intransitivo e núcleo do predicado verbal. Agora responda: qual é a função sintática de “por esta calçada”?
PREDICADO VERBO-NOMINAL – neste tipo de predicado temos dois núcleos: o verbo e um nome (substantivo ou adjetivo). A importância da informação é dividida entre o verbo nocional (de ação) e o predicativo.
Ex: A criança brincava distraída.
Sujeito – A criança
Predicado – brincava distraída.
Observe que o interesse do falante não é simplesmente dizer que a criança brincava. E sim que ela brincava distraída, logo, brincava (verbo intransitivo) e distraída (predicativo do sujeito) são núcleos do predicado verbo-nominal.
Ex ²: O professor corrigiu as provas apressado.
Faça a análise.
Reparou que a intenção não é só dizer que o professor corrigiu as provas, mas que ele estava apressado quando as corrigiu?
IPC ²
Muita atenção pois se ao invés do adjetivo, usarmos um advébio o predicado será verbal. Por que o advérbio é um termo que está diretamente ligado ao verbo.
Ex : A criança brincava distraidamente.
“Distraidamente” está se referindo ao modo como a criança brincava.
IPC ³
O predicativo no predicado verbo-nominal pode-se referir ao sujeito (quando o verbo é intransitivo) ou do objeto (se o verbo for transitivo).
Ex : O frio deixou a criança resfriada.
Sujeito – O frio
Verbo transitivo direto – deixou
Objeto direto – a criança
Predicativo do objeto direto – resfriada
Resposta do desafio: Adjunto adverbial de lugar.
13 de abril de 2009
Orações subordinadas substantivas
Alguns exercícios sobre as temidas orações subordinadas.
Revisão para a prova
1- Analise sintaticamente os termos da seguinte oração:
a) O bebê dorme tranqüilamente.
b) Ontem recebi elogios do professor.
c) Eu ensinarei português a ti.
2 – Sublinhe as orações subordinadas substantivas e classifique-as:
a- Acho que a munição deles acabou.
__________________________________________________________________
b- Desejo-lhe somente isto: que você seja feliz. ___________________________________________________________________
c- Ninguém me convencerá de que ele é desonesto. ________________________________________________________________
d- Está provado que o fato aconteceu. __________________________________________________________________
e- Os jornais noticiaram que mataram o político italiano. ____________________________________________________________
f- O eleitor brasileiro não podia prever que isso acontecesse. _________________________________________________________
3- Transforme as orações substantivas desenvolvidas em reduzidas:
a- Penso que estou na sala de aula.
___________________________________________________________
b- O povo brasileiro gosta de que seus antepassados sejam valorizados.
____________________________________________________________
c- O índio tem medo de que o homem branco invada suas terras.
____________________________________________________________
d- A idéia era que prendessem todos os grevistas.
____________________________________________________________
e- Esperamos que consigamos a aprovação.
____________________________________________________________
4- Agora transforme as reduzidas em desenvolvidas:
a- A intenção da pesquisa foi valorizar a família.
_____________________________________________________________
b- Nosso desejo é comprovar a tese.
_____________________________________________________________
c- É necessário viver em harmonia no lar.
_____________________________________________________________
d- É bom estar aqui com vocês.
______________________________________________________________
5- (UNIRIO – RJ) Em “A areia era polvilho de espelho”, O tipo de predicado e a função sintática do termo sublinhado são respectivamente:
(a) verbal – objeto direto
(b) verbo-nominal – predicativo do sujeito
(c) nominal – adjunto adnominal
(d) nominal – predicativo do sujeito
As malvadas do 9º ano (II parte).
Orações subordinadas adjetivas.
Para distinguirmos as subordinadas é bom que analisemos cada parte do nome dado a elas:
Orações – porque são enunciados que possuem verbo.
Subordinadas – porque é uma oração desempenhando uma função sintática importante para a construção de outra oração.
Adjetiva – porque ela caracteriza um substantivo (função atribuída ao adjetivo).
A Oração Subordinada Adjetiva tem a função de um adjunto adnominal.
Veja o exemplo: (utilizando ainda o sistema de cores)
Ela disse a ele coisas impublicáveis.
Sujeito simples.
Verbo transitivo direto e indireto.
Objeto indireto.
Núcleo do objeto direto.
Adjunto adnominal do núcleo do objeto direto.
No exemplo acima fizemos a análise de um período simples. Veja agora a análise de um período composto.
Ela disse a ele coisas que não são publicáveis.
Sujeito simples.
Verbo transitivo direto e indireto.
Objeto indireto.
Núcleo do objeto direto.
Adjunto adnominal do núcleo do objeto direto.
Observe que o adjunto adnominal do objeto direto é uma oração. Ela é a nossa subordinada adjetiva, pois está caracterizando o substantivo “coisas”.
IPC: a oração subordinada adjetiva é introduzida pelo pronome relativo.
As subordinadas adjetivas podem ser classificadas em:
RESTRITIVAS- são aquelas que delimitam, restringem o sentido de um nome antecedente. Aparecem ligadas diretamente ao antecedente, sem vírgulas.
EXPLICATIVAS- são aquelas que acrescentam uma informação que já é de conhecimento do interlocutor (aquele com quem se fala). Ela generaliza o sentido do termo antecedente. Na escrita, aparecem entre vírgulas.
Exemplo: Em uma grande competição esportiva entre escolas particulares e públicas ouvem-se os seguintes comentários:
1º - As escolas particulares que têm patrocínio lideram as competições.
2º - As escolas particulares, que têm patrocínio, lideram as competições.
No 1º exemplo (restritiva) são várias escolas particulares, mas somente as que têm patrocínio lideram as competições, ou seja, nem todas as escolas particulares que participam do evento têm patrocínio.
No 2º exemplo (explicativa) generalizamos; todas as escolas particulares que participam do evento têm patrocínio.
Levantando hipóteses...
A 1ª oração poderia ser feita por um aluno de uma escola particular que não tem patrocínio e não está tendo um bom desempenho no evento.
A 2ª oração poderia ser feita por um aluno de uma escola pública.
Agora...
Suponhamos que no início do ano seu professor de Língua Portuguesa, ao explicar o sistema de avaliação, faça um dos seguintes comentários:
a) As provas que serão fáceis acontecerão às quartas-feiras.
b) As provas, que serão fáceis, acontecerão às quartas-feiras.
Qual desses dois comentários você gostaria que fosse feito pelo seu professor? Tente explicar o porquê da escolha através da diferença de sentido.
12 de abril de 2009
O "Y" e o "W" são vogais ou consoantes?
Encontrei este tópico em uma comunidade no orkut, e achei muito interessante. Resolvi postar a resposta do professor Isaac Filho.
Y e W...
O W pode tanto representar o fonema vocálico /u/ (Wilson, windsurfe etc.) como o fonema consonantal /v/ (Wágner, Walita etc). O Y é mais complicado. Tudo depende de como ele se comporta na sílaba. Se for base de sílaba, classifica-se como vogal; se estiver apoiado numa vogal, como semivogal. Exemplos: office-boy e bye-bye (semivogal): em boy temos um ditongo decrescente (oy) e em bye, um ditongo crescente (ye). Chantily, derby, delivery (vogal). Observem-se a separação silábica e a pronúncia: chan-ti-ly (xã-ti-li); der-by (dér-bi); de-li-ve-ry (de-lí-ve-ri).
Obs: O problema está em palavras como Yara e Yasmim, já que em palavras como essas ocorre flutuação de pronúncia, já que elas podem ser pronunciadas de duas maneiras: Ya-ra, Yas-mim ou Y-a-ra, Y-as-min, ou seja, ora o y se comporta como semivogal (para mim a pronúncia normal), ora como vogal. Esse é o mesmo fenômeno que ocorre com a letra "i" em encontros como ia-ie-io, em que o "i" ora é pronunciado como semivogal (para mim a pronúncia normal), ora como vogal. Mário pode ser pronunciado Má-rio (o "i" é semivogal) ou Má-ri-o (onde o "i" é vogal). Os encontros ia, ie, io (e outros) são flutuantes: co-lô-nia / co-lô-ni-a; sé-rie / sé-ri-e; e-xí-mio / e-xí-mi-o; Ia-ra / I-a-ra; Ias-mim / I-as-mim. Eu adoto a pronúncia em que esse fonema faz um ditongo, portanto classifico-o como semivogal, mas faço a observação de que esses encontros podem ser pronunciados como hiato (então o i seria uma vogal). O nome técnico para isso é diérese (transformação de um ditongo em hiato). Como o Y representa esse(s) mesmo(s) fonema(s), a classificação será a mesma: Ya-ra (semivogal); Y-a-ra (vogal). Como se trata de diérese, eu considero a pronúncia normal como semivogal, mas admito que ele possa ser pronunciado como vogal. Em síntese: para o y, ocorre a mesma coisa com o i em palavras como abecedário, calvície, ciência. Em palavras como byte, byroniano, a letra y não representa nem vogal, nem semivogal, mas um ditongo oral decrescente /ai /: bai-te; bai-ro-ni-a-no.
2 de abril de 2009
Objeto indireto ou Complemento nominal? E agora?
Quem nunca ficou na dúvida em dizer se um termo da oração é complemento nominal ou adjunto adnominal que atire a primeira pedra!
Objeto direto X objeto direto preposicionado X objeto indireto
1- Objeto direto = complemento verbal sem preposição; completa o verbo transitivo direto;
Ex: O professor encontrou o aluno. (OD)
2- Objeto direto preposicionado = complemento verbal com preposição; completa o verbo transitivo direto;
Ex: O professor encontrou a mim. (ODP)
3- Objeto indireto = complemento verbal com preposição; completa o verbo transitivo indireto;
Ex: O aluno obedece ao professor. (OI)
Objeto indireto X complemento nominal
1- Objeto indireto = completa verbo (transitivo indireto)
Ex: Ele se referiu ao diretor. [Referir-se é verbo transitivo indireto, logo, “ao diretor” é OI]
2- Complemento nominal = completa nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
Ex: Ele fez referência ao diretor. [Referência é substantivo abstrato e pede um complemento, logo, “ao diretor” é o complemento nominal]
Complemento nominal X adjunto adnominal
1- Complemento nominal = completa nomes.
2- Adjunto adnominal = termo que determina, especifica ou qualifica um substantivo. Indica tipo, matéria ou posse. Pode ser expresso por artigos, pronomes, numerais, adjetivos, locuções adjetivas e orações adjetivas. A confusão geralmente acontece quando ele vem representado por uma locução adjetiva.
I.P.C.
Fique esperto! Se o termo introduzido por preposição estiver ligado a um substantivo transitivo e funcionando como alvo (o paciente da ação nominal) ele é complemento nominal. Agora, se ele for o praticante (o agente da ação) é adjunto adnominal.
Ex.
1- A resposta aos grevistas não os convenceu. [os grevistas receberam a resposta estão passivos em relação ao substantivo “resposta”]
2- A resposta do diretor não os convenceu. [o diretor deu a resposta ele é o ativo, o praticante em relação ao substantivo “resposta”]
Predicativo do sujeito X adjunto adverbial de modo
1- Predicativo do sujeito = termo de valor adjetivo (com flexão de número e gênero) que se liga ao sujeito pelo verbo (de ligação, transitivo ou intransitivo);
2- Adjunto adverbial de modo = termo de valor circunstancial que sempre modifica o verbo; é invariável.
Ex:
1- Ela vendeu tranqüila suas jóias. [é predicativo do sujeito, já que “tranqüila” concorda com o sujeito feminino “ela”; quer dizer que ela vendeu as suas jóias e estava tranqüila.].
2- Ela vendeu tranqüilo suas jóias. [ tranqüilo foi o modo como ela vendeu suas jóias].
Predicativo do objeto X adjunto adnominal
1- Predicativo do objeto = qualidade atribuída ao objeto (momentâneo);
Ex: O professor considera este aluno um gênio. [“gênio” é uma qualidade atribuída ao aluno pelo professor]
2- Adjunto adnominal = qualidade do próprio ser.
Ex: O professor comprou um carro novo. [“novo” indica uma qualidade própria do carro]
Adjunto adverbial de intensidade X adjunto adnominal
1- Adjunto adverbial de intensidade = intensifica verbos, adjetivos ou outros advérbios;
Ex: Ele trabalha muito. [intensifica o verbo trabalhar]
2- Adjunto adnominal = acompanha substantivos.
Ex: Ele gasta muito dinheiro. [indetermina a quantidade de dinheiro]
Adjunto adnominal X aposto
1- Adjunto adnominal = dá idéia de “posse”.
Ex: Gosto do clima de Petrópolis. [idéia de posse, clima metropolitano, Petrópolis não é nome de clima]
2- Aposto = especifica o nome comum ou correspondente.
Ex: Gosto da cidade de Petrópolis. [aposto, pois especifica de qual cidade se gosta].
Assinar:
Postagens (Atom)